|
|

|
António
José de Oliveira
|
 |
|
"O
Tonho Zé"
|
|
Novilheiro
|
|
(1928
- 1988)
|
| Filho
do lavrador e ganadero José Pedro Oliveira, da casa Oliveira Irmãos, António
José de Oliveira nasceu em Samora Correia a 29 de Fevereiro de 1928. |
| Ligado
as lides camperas desde criança na companhia dos seus tios e pai, António
José veio a consagrar-se uma das maiores figuras da novilharia da época. |
| Desfrutou
a glória e a fama das arenas frente a novilhos contra a guerra de
bastidores da festa de toiros, ao ponto de arrastar consigo a aficion
Samorense e de todo o Ribatejo. |
|

|
No
Campo Pequeno arrebatou o capote de honra, que veio a oferecer a Nossa
Senhora de Oliveira (Padroeira de Samora), quando na Igreja Matriz se
efectuava uma eucaristia, facto que comoveu o povo Samorense quando foi
anunciado pelo padre Cristóvão que o António Zé tinha oferecido um
capote, feito de seda e bordado a ouro, à Nossa Senhora, ganho num
concurso realizado na praça de toiros do Campo Pequeno |
| Era
dia de procissão à tarde a Virgem levava a seus pés o primeiro troféu
conquistado pelo António José, tradição que ainda se mantêm quando a
Santa sai em procissão pelas festas em sua honra. |
|
Outra atitude digna do Tónho Zé foi
ser presenteado após uma extraordinária faena com um prémio pecuniário
de trinta mil escudos, que ofereceu para a construção da cantina escolar
da sua Samora. |
| Como
novilheiro obteve carteira profissional sem para tal ter prestado provas
para praticante, os diferendos surgem entre ele e o sindicato levam o
Samorense a perder oportunidades de luzimento. |
 |
| António
José conquistava os aficionados em cada actuação ao ponto de a banda da
Sociedade Filármonica União Samorense promover-lhe uma singela homenagem
assim relatada na imprensa regional:
|
 |
A banda de Samora Correia
promoveu uma interessante homenagem ao novilheiro da sua terra António José
de Oliveira devido aos êxitos na época que findou (1948). Seguida de
muito povo, e no meio de grande entusiasmo, dirigiu-se até defronte da
casa do esperançoso novilheiro onde executou pela primeira vez um
inspirado passodoble que o ilustre maestro Luis Silva lhe compôs e
dedicou. |
| Senhor
de uma personalidade muito própria, o seu espirito não se moldava por
completo às exigências dos bastidores taurinos da época, e quando o seu
apoderado Carlos Costa lhe lembrava que o seu rival Manuel dos Santos já investira centenas de contos em
propaganda, o António José respondeu-lhe - que isso não era importante,
porque era na arena que os toureiros se faziam. |
 |
Não
se retirou nem se despediu pois um acidente de viação traumatizou-o
fisicamente . Quis Deus que Samora Correia não tivesse em António José
de Oliveira o seu primeiro matador de
toiros. |
| A
7 de Maio de 1988, com 60 anos de idade, faleceu aquele que conseguiu
trocar o traje campero pelo de luces e o tentadero pelas arenas, mas que não
conseguiu realizar o sonho de todos os Samorenses. |
|
 |
|
|
|
|